segunda-feira, 12 de abril de 2010

Desafio 3

Justifique o emprego da vírgula entre as orações coordenadas do período:

Ela promete, e não cumpre.

Desafio 3 (Resposta)

Embora o sujeito seja o mesmo nas duas orações, o emprego da vírgula se justifica, pois a conjunção e não tem valor aditivo, mas adversativo.

Fonte: Projeto Araribá.

domingo, 11 de abril de 2010

Heróis de carne e osso

O pesquisador Adelto Gonçalves, em tese de doutoramento defendida na Universidade de São Paulo, prova que nem todos os inconfidentes mineiros eram movidos pelo desejo de liberdade. Havia muitos interesses econômicos por trás do movimento e, além disso, nem todos eram favoráveis à abolição da escravatura.

  • Após vasculhar cerca de 50.000 documentos no Brasil, em Portugal e Moçambique, Adelto Gonçalves traçou um perfil de Gonzaga muito diferente do que aparece nos livros. [...] Degredado para o exterior com o malogro do movimento, Tomás Antônio Gonzaga se envolveu no tráfico de escravos em Moçambique. Não que ele próprio traficasse, mas, uma vez trabalhando como juiz interino da alfândega, facilitava as coisas - provavelmente mediante suborno - para seus amigos contraventores. Por fim, a tese revela uma falsificação. Depois de morto, Gonzaga foi enterrado em Moçambique. No túmulo dele, que é visitado por turistas em Ouro Preto, estão, na verdade, os ossos de seu neto. [...]
  • Teses como essa reforçam a ideia de que a História não é feita apenas por heróis ou facínoras, e sim por gente de carne e osso.
  • (Veja, 21/1/1998.)

Fonte: William Cereja e Thereza Cochar.

Emprego das RETICÊNCIAS

1. Para indicar suspensão de pensamento:

Essa incapacidade de atingir, de entender, é que faz com que eu, por instinto de...

(Clarice Lispector)


2. Para indicar dúvida, surpresa ou hesitação:

- E as obras de Tormess A igreja... já haverá igreja novas

(Eça de Queiroz)


3. Para indicar ironia:

- O Torres virá mesmo desta vezs Até parece...

Fonte: Leila Lauar Sarmento.

Palavra-valise

A palavra-valise é formada tanto na linguagem coloquial, como no padrão culto, pela fusão de duas palavras; no processo, ao menos uma sofre truncamento.


Na capa deste livro um termo chama a atenção: showrnalismo. Trata-se de um acoplamento formado por show e jornalismo, cujo significado é exatamente o subtítulo do livro, "a notícia como espetáculo". Se você reparar bem, a palavra jornalismo, embutida nesta nova palavra, leva-nos a pensar na sua deturpação pelo espetáculo ou sensacionalismo.

Observe mais estes exemplos:
  • portunhol (português e espanhol)
  • showmício (show e comício)
  • bebemorar (beber e comemorar)
  • Flaflu (Flamengo e Fluminense)
Fonte: Leila Lauar Sarmento.

sábado, 10 de abril de 2010

Concordância - verbo SER

O verbo ser fica no singular antes de muito, pouco, demais, nada, tudo, bastante, mais, menos, geralmente quando o sujeito dá ideia de preço, quantidade, peso, medida.


Dez reais é muito por um jornal.

Um é pouco, dois é bom, três é demais.

Mil anos é nada na eternidade.

Fonte: Sacconi

As duas fases do Modernismo

"Creio que é preciso distinguir duas fases no Modernismo brasileiro. Uma primeira fase foi a Semana de Arte Moderna e da revista Klaxon. Estávamos, de fato, nesta primeira fase, muito mais interessados na renovação literária e artística do que em outros assuntos. Foi, vamos dizer, a época polêmica. Mas, em 1923, nosso grupo cindiu-se, literalmente falando. Homens como Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Menotti del Picchia e outros continuaram no seu caminho de literatos. Continuaram a escrever e produzir prosa e poesia. Enquanto outra parte do grupo, que não tinha tanto interesse pela literatura, que fez literatura mais pelo que representava de renovação e de polêmica, tomou outras atitudes. Tanto que, depois de Klaxon, houve uma parada no movimento Modernista. Uma parada que vai até 26, quando se funda outra revista, Terra Roxa e Outras Terras, já com novos aderentes, como Antônio de Alcântara Machado e outros."

(Rubens Borba de Moraes, em depoimento para a edição comemorativa dos 50 anos da Semana da revista Cultura, publicação do Ministério da Educação e Cultura, janeiro/março de 1972)

Fonte: José de Nicola.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Homonímia

A homonímia é a propriedade semântica característica de duas palavras que possuem a mesma grafia ou a mesma pronúncia, mas têm significados distintos.

As palavras homônimas podem ser:

1. perfeitas: quando apresentam som e grafias iguais.

Ex.: rio (subst.) e rio (verbo).


2. homófonas: quando apresentam som igual, mas grafia diferente.

Ex.: acento (sinal gráfico) e assento (banco).


3. homógrafas: quando apresentam grafia igual, mas som diferente.

Ex.: seco (adjetivo) e seco (verbo).

Fonte: Sacconi.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Desafio 2

Se "Tomara" é uma interjeição e não um verbo, por que a oração em destaque pode ser cassificada como subordinada substantiva objetiva diretas

Tomara que ele tenha sucesso nos exames.

Desafio 2 (Resposta)

A interjeição "Tomara" equivale a "Provera a Deus" ou "Eu desejo" ou "Espero" e, por isso, estabelece relação de dependência com a frase em destaque.

Fonte: Projeto Araribá.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Poesia...

O que é poesias

Talvez ninguém consiga dar uma resposta definitiva a essa pergunta. Entretanto, a poesia está em toda parte: nas canções de ninar, nas cantigas de roda, nas parlendas, nos trava-línguas, nos provébios, nas quadrinhas populares, nas propagandas, nas letras de música, nos livros...
O conceito de poesia varia de acordo com a época, o movimento literário e também de escritor para escritor.
O poeta francês Mallarmé, por exemplo, definiu poesia como a "suprema forma da beleza". Para o americano Edgar Allan Poe, é a "criação rítmica da beleza". Cassiano Ricardo diz: "Pouco importa, contudo, definir o que seja poesia. O que importa, literalmente, é que ela encontre o seu núcleo no poema, feito e trabalhado precisamente para consegui-la. Ela é indefinível, porém definidora".



Fonte: William Cereja e Thereza Cochar.

Pequena história da Fábula

A fábula nasceu no Oriente e foi reinventada no Ocidente pelo escravo grego Esopo, que criava histórias baseadas em animais para mostrar como agir com sabedoria. Suas fábulas, mais tarde, foram reescritas em versos, com um acentuado tom satírico, pelo escravo romano Fedro. Contudo, o grande responsável pela divulgação e reconhecimento da fábula no Ocidente moderno foi o francês Jean de la Fontaine, um poeta que conhecia muito bem a arte e as manifestações da cultura popular.

Motivado pela natureza simbólica das fábulas, La Fontaine criava suas histórias com um único objetivo: tornar os animais o principal agente da educação dos homens. Para isso, os animais são colocados numa situação humana exemplar, tornando-se uma espécie de símbolo. Por exemplo: a formiga representa o trabalho; o leão simboliza a força; a raposa, a astúcia; o lobo, o poder despótico; e assim por diante. [...]
(Irene A. Machado)

Fonte: William Cereja e Thereza Cochar.