sexta-feira, 29 de abril de 2011

UPE 2012 - Obras sugeridas

1. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. - Análise crítica [aqui]

2. ALENCAR, José de. Senhora.

3. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro.

4. BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira.

5. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. - Análise crítica [aqui]

6. RAMOS, Graciliano. São Bernardo.

7. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida Severina.

8. ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias.

9. SUASSUNA, Ariano. O casamento suspeitoso.

10. RODRIGUES, Nelson. Vestido de Noiva.

PREVUPE - ELEPE (redação 1 - análise)



sábado, 9 de abril de 2011

Sua Santidade ou Vossa Santidade?

  • Vossa refere-se à pessoa com quem se fala.
Ex.: Estou feliz por Vossa Santidade.

  • Sua refere-se à pessoa de quem se fala.
Ex.: Sua Santidade está visitando muitos países... (falando do papa).

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vogais e semivogais

  1. Em cada sílaba há apenas uma vogal. Pode haver uma vogal e mais uma ou duas semivogais: qual, quais (nas duas palavras, só o a é vogal o u e o i são semivogais);
  2. O a é sempre vogal. Já o i e o u podem funcionar como vogal ou semivogal. Exemplos: pipa (vogal), pai (semivogal), surdo (vogal), mau (semivogal);
  3. Mais raramente, o e e o o também podem ser semivogais. Isso ocorre quando eles acompanham uma vogal e são pronunciadas de modo mais fraco. Exemplos: mamãe, rédea, mágoa;
  4. As semivogais nunca formam sílabas sozinhas, pois se apoiam em outra vogal.
Fonte: Projeto Araribá.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Figuras de linguagem: EPIZEUXE

Epizeuxe (pronuncia-se epizêuze) é a repetição seguida de uma palavra, com fins expressivos:

Os tagarelas são os mais discretos de todos os homens: falam, falam, e nunca dizem coisa nenhuma.

Fonte: Sacconi.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Figuras de linguagem: LITOTES

É a afirmação branda por meio da negação do contrário.

Sua namorada não é nada boba. (= Sua namorada é esperta.)
Ele não ficou nada contente. (= Ele ficou descontente.)


A litotes é considerada o oposto da hipérbole.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Barroco: tensão entre valores

No mundo pós-renascentista, a Contrarreforma promovia o retorno da moral cristã, enquanto a ciência avançava na compreensão racional do mundo, o que intensificou sentimentos contraditórios no ser humano. Essa dualidade se manifestou em confrontos como antropocentrismo x teocentrismo, pecado x salvação, luz x sombra, sensualidade x espiritualidade.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Verbos IMPESSOAIS e UNIPESSOAIS

CONCURSO PÚBLICO?! ENEM?! CONFIRA!




Verbos impessoais:

Não possuem sujeito em nenhuma pessoa do discurso e são conjugados em uma única forma: 3ª pessoa do singular:

Antes da chuva, ventou e trovejou muito. (indicam fenômenos da natureza)
Na festa a que fui, só havia mentiras. (haver, significando existir)
faz um ano que saí de casa para estudar. (fazer, indicando tempo decorrido)


Verbos unipessoais:

Possuem sujeito em uma única pessoa do discurso: 3ª pessoa, tanto do singular (ele, ela) quanto do plural (eles, elas):

O gato miava em cima do telhado e os cães latiam no quintal.

Os verbos unipessoais exprimem ações próprias de animais (latir, miar, ladrar, relinchar, rosnar etc.).

Fonte: Paschoalin & Spadoto.

domingo, 17 de outubro de 2010

Gêneros textuais: HQ e charge.

História em quadrinhos:

Utilizam, geralmente, um tipo de discurso direto que é apresentado dentro de balõezinhos. Sua principal característica é o uso da linguagem verbal (palavras) e da não verbal (ilustração).



Charge:

Faz uso da linguagem não verbal (caricatura) e, na maioria das vezes, também da verbal. Costuma satirizar alguma fato em evidência com uma ou mais personagens envolvidas.


Charge: Glauco
Fonte: Guia do estudante (Ed. Abril).

domingo, 26 de setembro de 2010

Gêneros textuais ou tipos de texto?

Os gêneros textuais são organizados com base em vários tipos de texto (descrição, narração, dissertação, exposição, injunção).

Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual.

Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas e descritivas. Outro exemplo: um conto de fadas e uma piada são gêneros textuais diferentes, mas ambos são textos narrativos.

Fonte: Guia do estudante (Ed. Abril)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Figuras de linguagem: SINESTESIA

Consiste na mistura de sensações que produzem forte sugestão:

Um áspero sabor de indiferença a atormentava. (áspero: tato; sabor: paladar)

"Meu Deus! Como é sublime um canto ardente!" (canto: audição; ardente: tato)
Olavo Bilac.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Demais /de mais

Demais é advérbio de intensidade, equivale a muito:

Elas falam demais.

De mais é locução prepositiva, possui sentido oposto a de menos:

Não haviam feito nada de mais.

Fonte: Ernani Terra.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Figuras de linguagem: EUFEMISMO

Consiste em substituir uma expressão por outra menos brusca; em síntese, consiste em "suavizar" alguma asserção dasagradável:

Ele enriqueceu por meios ilícitos. (ele roubou)
Você não foi feliz nos exames. (você foi reprovado)
Paulo faltou com a verdade. (Paulo mentiu)

Fonte: Ernani Terra.

sábado, 14 de agosto de 2010

Figuras de linguagem: ANTONOMÁSIA (PERÍFRASE)

Consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique com facilidade:

os quatro rapazes de Liverpool (em vez de Os Beatles)
a Cidade Eterna (em vez de Roma)
o poeta da Vila (em vez de Noel Rosa)

Fonte: Ernani Terra

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Análise crítica - Antologia poética, Drummond

Drummond: uma autobiografia

"Entendo que poesia é negócio de grande responsabilidade, e não considero honesto rotular-se de poeta quem apenas verseje por dor de cotovelo, falta de dinheiro ou momentânea tomada de contato com as forças líricas do mundo, sem se entregar aos trabalhos cotidianos e secretos da técnica, da leitura, da contemplação e mesmo da ação. Até os poetas se armam, e um poeta desarmado é, mesmo, um ser à mercê de inspirações fáceis, dócil às modas e compromissos."

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Drummond foi um artesão da forma e, sobretudo do conteúdo. Em 1962, foi convidado a organizar uma antologia de sua própria obra e resolveu dividi-la em nove seções, ou tema recorrentes:

1. "Um eu todo retorcido" - Reúne poemas que têm como tema o indivíduo. o "eu". Em sua personalidade de tímido hipersensível busca situar-se como indivíduo e solucionar suas contradições. A complexidade do "eu" é expressa pelos termos "retorcido", "torto", "curvo", todos muito frequentes em sua poesia . Mário de Andrade, em carta a Drummond, dizia: "[...] é certo que uma pessoa de sua sensibilidade e de sua volúpia de consciência não pode ter a felicidade comum que é feita de insensibilidade e de inconsciência".
"Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida."
(poema de sete faces)

2. "Uma província: esta" - Abrange poemas em que se aborda a terra natal, Itabira. Por meio da poesia, resgata o espaço da infância e da adolescência, evocando a vida monótona e feliz da província: as praças, as igrejas, as ruas poeirentas, as fazendas, os carros de boi, as figuras que povoam este mundo.

"Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro."
(confidência do Itabirano)

3. "A família que me dei" - Abrange poemas que têm como tema a família, notadamente o pai. A terra natal, a recuperação da família patriarcal, do passado parecem-lhe fundamental para a compreensão do presente. A relação familiar revela-se tensa, mas o elo de sangue e o amor harmonizam-se invariavelmente em compreensão, ainda que tardia.

4. "Cantar de amigos" - Reúne poemas em que amigos do poeta são homenageados. Os primeiros citados são Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Américo Facó (poeta) e Jorge de Lima. Contempla também "amigos" que não conheceu senão pelas obras: Charles Chaplin, Fernando Pessoa, Frederico Garcia Lorca, entre outros.

5. "Amar-amaro" - Abrange poemas que tratam de um dos mais importantes temas do autor: o choque social, o atrito entre o "eu" e o mundo. As iniquidades, injustiças e desajustes do mundo provocam dor e revolta vazadas em versos sociais de grande expressão.

6. "Uma, duas argolinhas" - Reúne poemas que tratam do descobrimento amoroso. O poeta vê o amor, sempre vinculado ao desejo sexual, como algo de que não se pode fugir: o amor sequestra, domina, desequilibra, causa desassossego. Ele dá uma dimensão trágica ao amor, ou banaliza esse sentimento, numa tentativa de neutralizá-lo.

7. "Poesia contemplada" - Reúne poemas em que o próprio fazer poético é tema da poesia em um processo de metalinguagem. Para Drummond a poesia pode ser a chave para explicar o vazio, o imponderável da vida.

8. "Na praça de convites" - Reúne os experimentos formais, jogos lúdicos com a palavra. Em suas incansáveis pesquisas do trabalho poético, Drummond dedicou-se a alguns trabalhos ligados ao Concretismo.

9. "Tentativa de exploração e de interpretação do estar no mundo" - Abrange poemas que procuram expressar uma visão, ou tentativa de existência. Drummond sempre foi um poeta perplexo diante do mundo e de suas contradições. Em inúmeros poemas busca um sentido para a precariedade da vida.

Alguns críticos sintetizam esses nove momentos em quatro fases:

1ª) Poemas mais apegados às influências da Geração de 22: versos brancos e livres, prosaísmo, coloquialismo, humor; predomínio do "eu". Alguma poesia e Brejo das Almas.

2ª) Poemas com predomínio de temas sociais, como o Estado Novo e a Segunda Guerra Mundial; linguagem um pouco mais clássica. Sentimento do Mundo, José, A Rosa do Povo.

3ª) Poemas com temas sociais e individuais; reúne versos rimados e metrificados, com outros em versos brancos e livres; questionamento do sentido da vida e das coisas, antíteses, paradoxos e contradições. Novos Poemas, Claro Enigma, Fazendeiro do Ar, A Vida Passada a Limpo.

4ª) Poemas cujos temas sintetizam as fases anteriores; ocorre a retomada do humorismo da primeira fase; experimentos formais que incluem o Concretismo. Lição de Coisas.


Nas últimas obras, Drummond cultivou a memória, os amigos, o amor por Lígia Fernandes, e seguiu com o questionamento da vida, dos homens e de si mesmo, mas também apresentou uma novidade: um livro de poemas eróticos: O Amor Natural.
Clenir Bellezi de Oliveira (adaptado).