sábado, 13 de agosto de 2011

Para cada PECADO, uma VIRTUDE.

Se há sete pecados capitais, há, para cada um deles, uma virtude.

Ira
Paciência

Avareza

Generosidade

Inveja

Caridade
SoberbaHumildade
Luxúria Castidade
GulaTemperança
PreguiçaDiligência

Nesse caso ocorre uma relação antonímica (palavras antônimas).

sábado, 6 de agosto de 2011

Concordância ideológica (silepse)

Silepse é a concordância feita com a ideia que está subentendida.


1. Silepse de gênero:

Vossa Majestade é bastante magnânimo.
Parati pareceu-nos encantadora.

Nesses dois exemplos, a concordância do adjetivo foi feita com as palavras rei e cidade, respectivamente, que estão subentendidas.


2. Silepse de número:

A multidão avançava pela praça, e cantavam o Hino Nacional.

O sujeito do verbo cantar é o substantivo multidão; o verbo deveria estar no singular, mas, para realçar o número de pessoas, usou-se o plural.


3. Silepse de pessoa:

Os americanos temos uma das maiores economias do mundo.

Nesse exemplo, o verbo não concorda com o sujeito claro, expresso, e sim com aquele que está subentendido (nós).

Fonte: Leila Lauar Sarmento.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trabalho: tortura?

Nem sempre a ideia de trabalho esteve ligada a algo que dignificasse o homem. Na sua origem, a palavra trabalho estava relacionada à ideia de tortura, de sofrimento.

O substantivo trabalho provém da palavra latina tripalium, que, por sua vez, tem origem em tri (três) + palus (pau). O tripalium era um instrumento formado por três paus fincados no chão no qual os romanos torturavam os escravos. O verbo trabalhar provém do verbo latino tripaliare, que significava torturar com o tripalium.

A ideia de trabalho como algo que causa dor e sofrimento está presente em nossa língua em expressões como "está trabalhando feito um condenado", "isso dá muito trabalho" e "deu uma trabalheira danada".
Fonte: Ernani Terra.

domingo, 15 de maio de 2011

"O Alcorão" ou "o Corão"?

Segundo Jamil A. Haddad, dizer "o Corão" é preciosismo, senão teríamos que dizer: a gibeira, a fandega, o faiate, omitindo o "al" artigo.

Vale lembrar que "algibeira", "alfândega" e "alfaiate" são palavras de origem árabe.

Etimologicamente, palavras de origem árabe - quando aportuguesadas - "anexam" o "al" artigo ao radical.

Ex.: al-hayyât (árabe) - alfaiate (português).

Sendo assim, é coerente dizer "o Alcorão" (com inicial maiúscula).


P.S.: Respeitando a Língua, respeitamos o Povo.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

UPE 2012 - Obras sugeridas

1. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas. - Análise crítica [aqui]

2. ALENCAR, José de. Senhora.

3. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro.

4. BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira.

5. ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. - Análise crítica [aqui]

6. RAMOS, Graciliano. São Bernardo.

7. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida Severina.

8. ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias.

9. SUASSUNA, Ariano. O casamento suspeitoso.

10. RODRIGUES, Nelson. Vestido de Noiva.

PREVUPE - ELEPE (redação 1 - análise)



sábado, 9 de abril de 2011

Sua Santidade ou Vossa Santidade?

  • Vossa refere-se à pessoa com quem se fala.
Ex.: Estou feliz por Vossa Santidade.

  • Sua refere-se à pessoa de quem se fala.
Ex.: Sua Santidade está visitando muitos países... (falando do papa).

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vogais e semivogais

  1. Em cada sílaba há apenas uma vogal. Pode haver uma vogal e mais uma ou duas semivogais: qual, quais (nas duas palavras, só o a é vogal o u e o i são semivogais);
  2. O a é sempre vogal. Já o i e o u podem funcionar como vogal ou semivogal. Exemplos: pipa (vogal), pai (semivogal), surdo (vogal), mau (semivogal);
  3. Mais raramente, o e e o o também podem ser semivogais. Isso ocorre quando eles acompanham uma vogal e são pronunciadas de modo mais fraco. Exemplos: mamãe, rédea, mágoa;
  4. As semivogais nunca formam sílabas sozinhas, pois se apoiam em outra vogal.
Fonte: Projeto Araribá.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Figuras de linguagem: EPIZEUXE

Epizeuxe (pronuncia-se epizêuze) é a repetição seguida de uma palavra, com fins expressivos:

Os tagarelas são os mais discretos de todos os homens: falam, falam, e nunca dizem coisa nenhuma.

Fonte: Sacconi.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Figuras de linguagem: LITOTES

É a afirmação branda por meio da negação do contrário.

Sua namorada não é nada boba. (= Sua namorada é esperta.)
Ele não ficou nada contente. (= Ele ficou descontente.)


A litotes é considerada o oposto da hipérbole.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Barroco: tensão entre valores

No mundo pós-renascentista, a Contrarreforma promovia o retorno da moral cristã, enquanto a ciência avançava na compreensão racional do mundo, o que intensificou sentimentos contraditórios no ser humano. Essa dualidade se manifestou em confrontos como antropocentrismo x teocentrismo, pecado x salvação, luz x sombra, sensualidade x espiritualidade.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Verbos IMPESSOAIS e UNIPESSOAIS

CONCURSO PÚBLICO?! ENEM?! CONFIRA!




Verbos impessoais:

Não possuem sujeito em nenhuma pessoa do discurso e são conjugados em uma única forma: 3ª pessoa do singular:

Antes da chuva, ventou e trovejou muito. (indicam fenômenos da natureza)
Na festa a que fui, só havia mentiras. (haver, significando existir)
Já faz um ano que saí de casa para estudar. (fazer, indicando tempo decorrido)


Verbos unipessoais:

Possuem sujeito em uma única pessoa do discurso: 3ª pessoa, tanto do singular (ele, ela) quanto do plural (eles, elas):

O gato miava em cima do telhado e os cães latiam no quintal.

Os verbos unipessoais exprimem ações próprias de animais (latir, miar, ladrar, relinchar, rosnar etc.).

Fonte: Paschoalin & Spadoto.

domingo, 17 de outubro de 2010

Gêneros textuais: HQ e charge.

História em quadrinhos:

Utilizam, geralmente, um tipo de discurso direto que é apresentado dentro de balõezinhos. Sua principal característica é o uso da linguagem verbal (palavras) e da não verbal (ilustração).



Charge:

Faz uso da linguagem não verbal (caricatura) e, na maioria das vezes, também da verbal. Costuma satirizar alguma fato em evidência com uma ou mais personagens envolvidas.


Charge: Glauco
Fonte: Guia do estudante (Ed. Abril).

domingo, 26 de setembro de 2010

Gêneros textuais ou tipos de texto?

Os gêneros textuais são organizados com base em vários tipos de texto (descrição, narração, dissertação, exposição, injunção).

Assim, um tipo textual pode aparecer em qualquer gênero textual, da mesma forma que um único gênero pode conter mais de um tipo textual.

Uma carta, por exemplo, pode ter passagens narrativas e descritivas. Outro exemplo: um conto de fadas e uma piada são gêneros textuais diferentes, mas ambos são textos narrativos.

Fonte: Guia do estudante (Ed. Abril)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Figuras de linguagem: SINESTESIA

Consiste na mistura de sensações que produzem forte sugestão:

Um áspero sabor de indiferença a atormentava. (áspero: tato; sabor: paladar)

"Meu Deus! Como é sublime um canto ardente!" (canto: audição; ardente: tato)
Olavo Bilac.