segunda-feira, 30 de junho de 2014

Artigo: aspectos semânticos


O ARTIGO

É a palavra que costuma preceder o substantivo, indicando-lhe o gênero (masculino ou feminino) e o número (singular ou plural). Pode ser definido (o, a, os, as) ou indefinido (um, uma, uns, umas). Do ponto de vista da semântica, os artigos podem expressar diversos significados, como:


* Adjetivo: Fernanda Montenegro é a atriz! (= excelente)

* Ideia de aproximação: Sharon Stone tem uns 40 anos. (= aproximadamente)

*Ênfase: Estou com uma fome! (= muito intensa)

*Generalização: O homem é um animal racional... (= todos os homens)

*Indicação de posse: Robertos Carlos rapou a cabeça novamente. (= dele)


Fonte: Guia do Estudante (Editora Abril)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Plural de "blitz"

Redução do alemão Blitzkrieg (/blitscrig/ - Ofensiva militar rápida e violenta, da qual participam todas as armas do exército; guerra-relâmpago) - Aulete digital.

O substantivo feminino blitz (/blíts/) tem a sua forma plural com o acréscimo do "e": blitze

_________________________________________________________________________

terça-feira, 24 de julho de 2012

UPE 2013 - Obras sugeridas


1. ALVES, Castro et al. Antologia de poesia brasileira: romantismo.

2. ALENCAR, José de. Senhora.

3. ASSIS, Machado de. Dom Casmurro.

4. GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas Chilenas- Análise Crítica [aqui]

5. LISPECTOR, Clarice. Laços de Família.

6. MATOS, Gregório de. Antologia.

7. MELO NETO, João Cabral de. Morte e vida severina.

8. RAMOS, Graciliano. Vidas secas.

9. ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias.

10. SUASSUNA, Ariano. A Farsa da Boa Preguiça.

_________________________________________________________________________

sábado, 23 de junho de 2012

Vidas Secas e Sinha Vitória sob a ótica de Belmira Magalhães

Cena do filme "Vidas Secas" dirigido por Nelson Pereira dos Santos em 1963.

Belmira Magalhães, em sua tese de doutoramento, mostra-nos que há uma diferença sociológico-fonética entre sinhá, oxítona, e sinha, paroxítona, tratamento adotado por Graciliano.

"(...) nas Alagoas sinhá é usado para mulheres da classe dominante e sinha para as pobres, casadas e dignas de respeito. Por isso, sinha Vitória" 


Fonte: Vidas Secas: os desejos de sinha Vitória, Belmira Magalhães.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Resolução Comentada - Concurso (FCC) - Zeugma

2. (FCC - TRF) “... a safra brasileira de soja nos próximos anos deve ultrapassar a dos americanos...”

O pronome grifado na frase acima evita a repetição, no texto, da expressão

(A) a área agrícola.
(B) a potência do Brasil.
(C) a segunda maior produção de soja.
(D) a safra brasileira de soja.
(E) a safra de soja

O pronome a foi utilizado para evitar a repetição do termo “a safra (brasileira) de soja”.
Note que o vocábulo brasileira foi omitido da expressão para o acréscimo do termo “dos americanos”.
Ocorreu, nesse caso, um zeugma – “Figura de linguagem que consiste na omissão de palavras ou partes de frases expressas anteriormente no discurso ou no texto, podendo tais palavras ou partes de frases sofrer ou não flexão” (Aulete – Digital).

Gabarito: E.
_________________________________________________________________________

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Resolução Comentada - Concurso (FCC) - Voz Verbal


A FCC é a banca organizadora do concurso para o INSS (2012).

  1.  (FCC – TRF) “... o indivíduo exerce livremente sua atividade.”

Transpondo a frase acima para a voz passiva, obtém-se a forma verbal

(A) exercerá.
(B))é exercida.
(C) pode exercer.
(D) terá exercido.
(E) terá como exercer.

Para modificar a voz verbal – da ativa para a passiva – é necessário inverter a ordem dos termos.

Observe:

          1. Pedro comprou os doces. [Pedro (sujeito agente) + comprou (verbo na voz ativa) + os doces (objeto direto)];
    
   2. Os doces foram comprados por Pedro. [Os doces (sujeito paciente) + foram comprados (locução verbal – voz passiva) + (por) Pedro (agente da passiva)].

Note que o sujeito agente (frase 1) tornou-se agente da passiva (com o acréscimo da preposição por) (frase 2), o objeto direto (frase 1) tornou-se sujeito paciente (frase 2) e o verbo (frase 1) transformou-se em locução verbal (frase 2).

Sendo assim, “... o indivíduo exerce livremente sua atividade.” transpondo para a voz passiva fica: 

A atividade é exercida, livremente, pelo indivíduo.
Gabarito: B.

_________________________________________________________________________________

domingo, 8 de janeiro de 2012

Resolução Comentada - PCR (Professor I) - Questão 13


Texto I para as questões de 11 a 15.

Consumismo

[...]
Para planejar melhor suas vendas - e fazer com que as pessoas consumam mais -, os super-mercadistas já dispõem de algumas informações. Em primeiro lugar, sabem que o consumidor permanece durante uma média de 40 minutos dentro do supermercado, onde são apresentados de 4 a 6 mil produtos. Dessa forma, o consumidor só conta com alguns segundos para registrar tudo o que vê e decidir o que comprar. Por outro lado, sabe-se também que 50% dos produtos vendidos em supermercados são comprados por impulso. Isso significa que entre as mercadorias de compra planejada, como o leite e o açúcar, entre outros, devem ser colocadas outras mercadorias, não programadas, que atraiam a atenção do consumidor.
[...]

(Istoé Tudo - o livro do conhecimento. São Paulo: Três, s.d. p. 174-7. In:(AMARAL, E. (et al). Novas Palavras. São Paulo: FTD,  2003.).Adaptado.


13. (UPE) No trecho:Isso significa que entre as mercadorias de compra planejada, como o leite e o açúcar, entre outros, devem ser colocadas outras mercadorias, não programadas, que atraiam a atenção do consumidor.” (3º parágrafo), observa-se que o pronome isso é um elemento coesivo que

A) indica ordenação de ideias no texto.
B) reafirma o que foi dito.
C) indica uma oposição de ideias.
D) traz uma alternância de ideias.
E) sintetiza e inicia uma conclusão.


Gabarito: E

O pronome demonstrativo isso exerce uma função resumitiva, ele reúne (sintetiza) os trechos iniciados por “Em primeiro lugar...” e “Por outro lado...” para arrematá-los, concluir o raciocínio.
Temos, assim, um caso de coesão anafórica – quando um pronome se refere a um termo anterior a ele. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Videoaula (Coesão textual)


video


Sugestão: Resolver a questão (texto abaixo) e, depois, assistir à videoaula.


Coesão Textual

01. (Covest – Iasc 2010) Analise o trecho: “A dureza da vida dessas crianças não deixa nenhum lugar ao amor. Assim que elas nos encontram, é muito difícil fazê-las compreender que nós agimos somente para o interesse delas, pelo amor por elas.” A propósito dos pronomes sublinhados, podemos dizer que:

1) têm todos o mesmo antecedente textual.
2) funcionam como elos da coesão do texto.
3) deixam o trecho com muita ambiguidade.
4) concordam com o termo ao qual se referem.

Estão corretas apenas:

A) 1, 2 e 4 apenas                                            
B) 1 e 2 apenas
C) 3 e 4 apenas                                                
D) 2 e 3 apenas
E) 1, 2, 3 e 4

domingo, 4 de dezembro de 2011

UPE 2012 - Comentado (Questão 06)


Gabarito: D. 

O discernimento do humor numa tirinha resulta, por vezes, de conhecimentos prévios (características das personagens, por exemplo), no caso da questão em análise, basta perceber que o dicionário é um livro utilizado para consultas rápidas.

Note que, no segundo quadrinho, o livro tem posição de destaque, bem como o seu "título". 

Nível: Fácil. 


P.S.: Questão ENEM (2009 - Exame Anulado):


Gabarito: D.

Raciocínio semelhante, gabarito idêntico.

Fonte do P.S.: motivofaz.com.br

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A vírgula e o "etc."

Considerando que o etc. é a abreviatura da expressão latina et coetera, que significa "e outras coisas", o emprego da vírgula antes dele seria dispensável. Entretanto, o acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empreguemos etc. precedido de vírgula. Veja o exemplo:

Trouxe nesta pasta as fotografias, as cartas, os documentos, etc.


Fonte: Cereja e Cochar (Gramática Reflexiva). 

domingo, 30 de outubro de 2011

Resolução Comentada - ENEM 2011 (Questão 131 - Prova Cinza)


Gabarito: B.

De acordo com a norma padrão da língua, pronome pessoal (reto) exerce a função de sujeito e pronome pessoal (oblíquo), objeto.

Sendo assim, há um desvio - em relação à norma padrão - na construção "vamos arrasar eles" (segundo quadrinho), tendo em vista que o o termo eles (pronome pessoal reto) está exercendo a função de objeto do verbo arrasar.

Portanto, "vamos arrasá-los" seria a construção adequada (variante culta).   

sábado, 13 de agosto de 2011

Para cada PECADO, uma VIRTUDE.

Se há sete pecados capitais, há, para cada um deles, uma virtude.

Ira
Paciência

Avareza

Generosidade

Inveja

Caridade
SoberbaHumildade
Luxúria Castidade
GulaTemperança
PreguiçaDiligência

Nesse caso ocorre uma relação antonímica (palavras antônimas).

sábado, 6 de agosto de 2011

Concordância ideológica (silepse)

Silepse é a concordância feita com a ideia que está subentendida.


1. Silepse de gênero:

Vossa Majestade é bastante magnânimo.
Parati pareceu-nos encantadora.

Nesses dois exemplos, a concordância do adjetivo foi feita com as palavras rei e cidade, respectivamente, que estão subentendidas.


2. Silepse de número:

A multidão avançava pela praça, e cantavam o Hino Nacional.

O sujeito do verbo cantar é o substantivo multidão; o verbo deveria estar no singular, mas, para realçar o número de pessoas, usou-se o plural.


3. Silepse de pessoa:

Os americanos temos uma das maiores economias do mundo.

Nesse exemplo, o verbo não concorda com o sujeito claro, expresso, e sim com aquele que está subentendido (nós).

Fonte: Leila Lauar Sarmento.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Trabalho: tortura?

Nem sempre a ideia de trabalho esteve ligada a algo que dignificasse o homem. Na sua origem, a palavra trabalho estava relacionada à ideia de tortura, de sofrimento.

O substantivo trabalho provém da palavra latina tripalium, que, por sua vez, tem origem em tri (três) + palus (pau). O tripalium era um instrumento formado por três paus fincados no chão no qual os romanos torturavam os escravos. O verbo trabalhar provém do verbo latino tripaliare, que significava torturar com o tripalium.

A ideia de trabalho como algo que causa dor e sofrimento está presente em nossa língua em expressões como "está trabalhando feito um condenado", "isso dá muito trabalho" e "deu uma trabalheira danada".
Fonte: Ernani Terra.

domingo, 15 de maio de 2011

"O Alcorão" ou "o Corão"?

Segundo Jamil A. Haddad, dizer "o Corão" é preciosismo, senão teríamos que dizer: a gibeira, a fandega, o faiate, omitindo o "al" artigo.

Vale lembrar que "algibeira", "alfândega" e "alfaiate" são palavras de origem árabe.

Etimologicamente, palavras de origem árabe - quando aportuguesadas - "anexam" o "al" artigo ao radical.

Ex.: al-hayyât (árabe) - alfaiate (português).

Sendo assim, é coerente dizer "o Alcorão" (com inicial maiúscula).


P.S.: Respeitando a Língua, respeitamos o Povo.